segunda-feira, 6 de junho de 2011

RX NA GRAVIDEZ - Relação BENEFÍCIO/RISCO - Técnica em Radiologia Ana Almeida - Cócegas nos Pés para a Revista Papas e Bebés


RX NA GRAVIDEZ - Relação BENEFÍCIO/RISCO
Estou grávida, posso fazer um RX?
Quais os riscos para o meu bebé?

Ana Almeida - Técnica de Radiologia, responde-nos!
Técnica Cócegas nos Pés
Edição de Fevereiro 2010 na Revista Papas e Bebés

Se está grávida, há que ponderar muito bem se o benefício de executar uma radiografia superará o risco que esta poderá trazer para o seu bebé.
É sabido que a Radiação X tem malefícios para a saúde. No entanto, os seus verdadeiros danos não são do conhecimento comum. A Radiação X não se vê, nem tem cheiro, e este pode ser o ponto de partida para que as pessoas não pensem quais serão os seus impactos para a saúde. É necessário ter presente que a Radiação não é um bicho-de-sete-cabeças, se for devidamente respeitada.
O início da gravidez é a fase onde há um maior desenvolvimento a nível celular. É nas duas primeiras semanas de gestação que o embrião está mais sensível, e portanto, será nesta altura, que haverá uma maior probabilidade da radiação causar mal formações no feto ou abortar.
Durante a 3ª e 15ª semanas de gestação o dano no embrião pode decorrer de morte celular induzida pela radiação, por um distúrbio na migração ou na proliferação celular. Nesta fase podem ocorrer graves anomalias no sistema nervoso central.
Após as 15ª semanas, as opiniões são um pouco controversas e a mãe também poderá dar a sua opinião em relação à urgência da realização do exame.
Os efeitos biológicos decorrentes da exposição à radiação ionizante pelo feto podem ser divididos em quatro categorias, sendo elas o óbito intra-uterino, malformações, distúrbios do crescimento e desenvolvimento, efeitos mutagénicos e carcinogénicos.
A ocorrência destes efeitos depende da dose de radiação absorvida e da idade gestacional. Geralmente, baixas doses de radiação absorvida podem provocar um dano celular transitório e passível de ser reparado pelo próprio organismo. Por outro lado, altas doses de radiação podem interromper o desenvolvimento e a maturação celular, provocando a morte fetal ou malformações. Também quanto maior for o tempo de gestação, menor a probabilidade de haver riscos para a saúde do feto.
Se for, então, necessário fazer o RX, nunca se esqueça de dizer ao Técnico de Radiologia que lhe irá realizar o exame que está grávida, e que necessita de protecção contra a Radiação.
Um simples avental de chumbo pode protegê-la a si e ao seu bebé. Este deverá ser utilizado sempre que possível. Obviamente que um exame realizado à zona abdominal não poderá beneficiar deste avental, no entanto, se for um RX ao pé ou qualquer outra extremidade, poderá ficar mais descansada, o avental vai protegê-la.
Embora os riscos ligados a radiografias diagnósticas sejam baixos, os especialistas tendem a adiar exames não-urgentes para depois do parto, de forma a evitar consequências maiores.
Finalizando, se tiver que se expor a um RX, tente tranquilizar-se, lembrando-se que a quantidade de radiação que o bebé receberá está provavelmente dentro do limite seguro. E como alternativa poderá dispor de exames alternativos e inóculos para o feto, tais como os Ultra Sons e a Ressonância Magnética. Devem também ser levados em conta a idade gestacional, a condição física da paciente e distúrbios gestacionais associados. É importante estimar a dose de radiação absorvida pelo feto com base no protocolo do exame planeado.
Com a ajuda do seu médico, pondere sempre se o benefício supera o risco e avalie a melhor opção diagnóstica em determinada situação clínica, garantindo segurança a si e ao seu filho.

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